sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ADI 4.631


Recebi o comentário abaixo. Através dele vou abordar o assunto que pode suscitar dúvidas. A informação é um importante instrumento de luta.
Beatriz, O subsídio teve parecer favorável do STF, isso mostra que o Sindicato
precisa urgentemente de um JURÍDICO FORTE, o nosso não é bom o bastante. Lí a
decisão de constitucionalidade onde são apontados os erros dos nossos advogados
na ADIN. Fique atenta, invista nisso: JURÍDICO FORTE... MUITO FORTE! Com
trânsito livre no mundo judiciário, e que saiba usar isso em benefício da
categoria. Abraço amigo
A informação acima não procede. Não é verdadeira. Sei que o Governo tentou veicular isso nos meios de comunicação ao final da nossa assembleia na tentativa de criar um fato que significasse uma derrota à categoria, mas não é verdadeira.
Histórico da ADI 4.631
Quando iniciamos a greve, adotamos várias estratégias de mobilização, organização e no campo jurídico. Uma destas estratégias foi o questionamento da constitucionalidade da Lei Estadual 18.975/10 que instituiu o subsídio como forma de remuneração. Isso porque a Lei acabaria com elementos de carreira como gratificação de pós graduação, quinquênio, biênio, etc. Além disso, a decisão do Supremo Tribunal Federal a respeito do Piso Salarial determinou que fosse considerado Piso apenas o vencimento básico e não toda a remuneração. O nosso pedido é a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.631. Nele também pedimos uma medida cautelar. O objetivo é sustar os efeitos da Lei Estadual 18.975/10 até o julgamento do mérito da ação.
O Ministro Relator da ADI é o Ayres Brito. Como o sindicato de base estadual não tem competência jurídica para este tipo de ação, o pedido foi feito em nome da nossa Confederação (CNTE)
O andamento processual até o momento
Pelo rito processual de uma ADI, vários Poderes precisam se manifestar antes do Ministro Relator. Nesta Ação já se manifestaram o Governo do Estado, a Assembleia Legislativa e a Advocacia Geral da União (AGU). A manifestação da AGU foi a divulgada hoje. O próximo a se manifestar é a Procuradoria Geral da União. Em seguida o Ministro relator se manifestará a respeito do pedido da medida cautelar, que tem o objetivo de sustar imediatamente os efeitos da lei. A decisão da medida cautelar não será definitiva mas temporária até o julgamento da Ação. O Supremo Tribunal Federal não se manifestou sobre a ADI.
Conclusão
Quem julga a constitucionalidade de uma lei estadual, quando questionada, é o Supremo Tribunal Federal, não a Advocacia Geral da União. Ela é mais uma interessada no controle de constitucionalidade e por isso deu o seu parecer, ou seja, o seu ponto de vista sobre o assunto.
Quanto à competência do "jurídico", reestruturamos o nosso departamento de modo a responder a uma mudança de comportamento que a direção estadual achou fundamental: ser propositivo e não apenas reativo. Temos uma equipe competente, um escritório que presta consultoria à direção e outro contratado em Brasília para defender as nossas demandas no STF. As estratégias juridicas são, antes de tudo, políticas. Por isso o Sind-UTE realizou no dia 03/09, um seminário do Departamento Jurídico, com representantes de todas as regiões do estado. Com a mesma estratégia: ser propositivo e ofensivo no campo jurídico, além de formar e informar as nossas lideranças. O Governo já percebeu isso.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Professores não aceitam o "novo" piso e greve continua


A decisão do governo de Minas de pagar o piso nacional de R$ 1.187,97 de forma proporcional a professores do Estado com carga horária de 24 horas semanais não surtiu efeito entre a categoria. Ontem, em uma assembleia - a nona desde que a greve foi deflagrada em 8 de junho deste ano - os servidores recusaram a oferta e decidiram manter a paralisação. No fim da assembleia, a categoria saiu em passeata pelas avenidas da capital e, mais uma vez, provocou um nó no trânsito da cidade.

A categoria não aceita a forma encontrada pelo governo para aplicar o piso definido em lei desde 2008 e reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 24. Na oferta, o Estado nivela professores de nível médio, superior e até aqueles com pós-graduação e com tempo de serviço distintos no mesmo patamar com remuneração mínima de R$ 712,20, além do pagamento dos benefícios.

A mudança no contra-cheque valeria a partir de janeiro do ano que vem. "O Estado está jogando a nossa carreira no lixo. Mais uma vez, o governo ignorou a Lei 15.293/2004 que define o nosso plano de carreira. Quem tem dez anos de serviço ou pós-graduação receberia o mesmo valor de quem tá começando agora", explicou Beatriz Cerqueira, coordenadora do Sindicato único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE).

A crítica da categoria é que a proposta do governo vale apenas para os professores e não inclui os demais servidores da educação. Até então, o governo do Estado propunha o regime de subsídio (salário incorporado aos benefícios) com remuneração mínima de R$ 1.122 para profissionais de nível médio e de R$ 1.320 para os com formação superior.

O pacote de propostas do governo foi apresentado numa reunião, pela manhã, intermediada pelo procurador-geral do Ministério Público Estadual (MPE), Alceu Torres Marques, com a presença das secretárias Ana Lúcia Gazzola, da Educação, Renata Vilhena, do Planejamento. Os representantes do sindicato, no entanto, deixaram o encontro dispostos a não aceitar a oferta.

Apesar das queixas do sindicato, o procurador do MPE disse que, com a oferta, o governo do Estado passou a cumprir a lei 11.738, que criou o piso nacional do magistério. No entanto, Alceu Marques reconheceu que a proposta não é a melhor para a categoria. "A decisão do governo realmente desvaloriza a carreira dos professores, mas a greve está prejudicando os alunos", afirmou Marques.

Segundo o Sind-UTE, cerca de 9.000 pessoas compareceram à assembleia. A PM fala em 5.000 manifestantes.
IMEDIATO
MPE quer volta ao trabalho
O procurador-geral do Ministério Público Estadual (MPE), Alceu Torres Marques disse ontem que se os professores não voltarem às salas de aula o mais rapidamente possível, o órgão irá ingressar com ação civil pública na Justiça exigindo o fim da paralisação. No entanto, segundo ele, antes de considerar a ilegalidade da greve, o órgão deverá fazer uma última tentativa de negociação com os professores. A data do encontro não foi definida. "O governo está pagando o valor mínimo definido pelo STF, calculado para 24 horas semanais", explicou.

Ontem, durante a assembleia, professores formaram uma grande fila para entregar um requerimento de ação judicial contra o Estado pelo cumprimento do piso nacional. Conforme reportagem de O TEMPO do último dia 23, desde o dia 4 de julho professores, amparados pelo sindicato, têm ingressado com uma média diária de 150 ações nas varas de Fazenda do Fórum Lafayette.

A professora de matemática, Ana Márcia Rodrigues, viajou de Manhumirim, na Zona da Mata, para entregar 50 requerimentos de colegas para que o governo seja obrigado, na Justiça, a pagar o piso de R$ 1.187,97. "O que o Estado está fazendo conosco é imoral. Tenho 20 anos de sala de aula e só me sinto desvalorizada".

O professor de João Carlos Hubner, 48, afirma que não sabe se vai aguentar mais um mês sem remuneração. "Estamos pedindo empréstimos para pagar no ano que vem, mas está cada vez mais difícil", disse.

Após a assembleia, os professores seguiram em passeata pelas ruas da capital em direção à praça da Liberdade, provocando congestionamentos em vários pontos. (NO/JS)
Secretária diz que proposta não muda
Ontem à noite, a secretária de Planejamento, Renata Vilhena, disse que não há possibilidade de o governo voltar atrás na proposta. Segundo ela, o plano de carreiras criado em 2004 defendido pelo sindicato será considerado apenas no regime de subsídio. "O sistema antigo de piso com benefícios está em extinção, por isso não vamos investir mais nele. Já estamos cumprindo o que a lei manda. Ninguém vai receber menos que R$ 712,20". (JS)
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A Greve continua!


Platão



Posted: 25 Aug 2011 07:58 AM PDT
Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) publicada ontem tornou obrigatório e definitivo o pagamento do piso nacional de R$1.187,97 aos profissionais do magistério da educação básica. O acórdão,...

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Posted: 25 Aug 2011 04:08 AM PDT
O estado não poderá recorrer da decisão já que não é uma das partes da ação João Henrique do Vale -Publicação: 24/08/2011 20:22 Atualização: 24/08/2011 20:57Após decisão do...

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Posted: 24 Aug 2011 02:08 PM PDT
Após a realização de mais uma assembleia, os professores estaduais decidiram manter a greve. Durante a reunião ocorrida na tarde desta quarta-feira (24), ficou decidido que a categoria continuará de...

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Posted: 24 Aug 2011 11:38 AM PDT
Foi publicado no Diário da Justiça nesta quarta-feira (24) a resolução do cumprimento da Lei 11738 de 2008, que julga improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada por governos...

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Publicado Acórdão da ADI 41 67- Agora é Pagar o Piso e pronto!

Acórdão da ADI 4167 - Ementa:

CONSTITUCIONAL. FINANCEIRO. PACTO FEDERATIVO E REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIA. PISO NACIONAL PARA OS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA. CONCEITO DE PISO: VENCIMENTO OU REMUNERAÇÃO GLOBAL. RISCOS FINANCEIRO E ORÇAMENTÁRIO. JORNADA DE TRABALHO: FIXAÇÃO DO TEMPO MÍNIMO PARA DEDICAÇÃO A ATIVIDADES EXTRACLASSE EM 1/3 DA JORNADA. ARTS. 2º, §§ 1º E 4º, 3º, CAPUT, II E III E 8º, TODOS DA LEI 11.738/2008. CONSTITUCIONALIDADE. PERDA PARCIAL DE OBJETO.

1. Perda parcial do objeto desta ação direta de inconstitucionalidade, na medida em que o cronograma de aplicação escalonada do piso de vencimento dos professores da educação básica se exauriu (arts. 3º e 8º da Lei 11.738/2008).

2. É constitucional a norma geral federal que fixou o piso salarial dos professores do ensino médio com base no vencimento, e não na remuneração global. Competência da União para dispor sobre normas gerais relativas ao piso de vencimento dos professores da educação básica, de modo a utilizá-lo como mecanismo de fomento ao sistema educacional e de valorização profissional, e não apenas como instrumento de proteção mínima ao trabalhador.

3. É constitucional a norma geral federal que reserva o percentual mínimo de 1/3 da carga horária dos docentes da educação básica para dedicação às atividades extraclasse.

Ação direta de inconstitucionalidade julgada improcedente. Perda de objeto declarada em relação aos arts. 3º e 8º da Lei 11.738/2008.

STF. ADI 4167. Relator Ministro Joaquim Barbosa. Divulgação:DJe de 23.08.2011, pág 27. publicação em 24.08.2011 





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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A greve continua e o Ano letivo está comprometido!

Na terça-feira, a nova rodada de negociações entre representantes da categoria e a SEE terminou sem acordo. A reunião ocorreu na sede do Ministério Público Estadual (MPE). Após o encontro no MPE, os educadores foram para a Praça da Assembleia Legislativa, no Bairro Santo Agostinho. Os grevistas participaram de uma caminhada até o Colégio Pio XII, na mesma região.

Segundo a coordenadora geral do Sind-UTE Minas Gerais, Beatriz Cerqueira, cerca de 7 mil trabalhadores participaram do movimento. "O Governo não apresentou nova proposta, desta maneira vamos continuar em greve por tempo indeterminado", disse. A coordenadora do Sind-UTE acrescentou que a próxima assembleia estadual para tentar resolver a questão foi marcada para o dia 24 de agosto, quando haverá um grande ato com a participação de mais de 40 entidades sindicais, sociais e estudantis.

A categoria, que está 68 dias em greve, pede a adoção do piso salarial nacional para a educação, de R$ 1.597 para uma jornada de 40 horas semanais. O governo afirma que com a criação do regime de subsídio, em janeiro, o menor salário pago em Minas é de R$ 1.122 para uma jornada de 24 horas semanais. ( Com colaboração de Fernando Zuba ).
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Secretaria se reúne com sindicato para discutir fim da greve


Após decisões polêmicas e sem sucesso, como a contratação de professores substitutos, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) de Minas pretende abrir uma nova rodada de negociações com os educadores. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) se reúne hoje com a SEE na sede do Ministério Público Estadual (MPE) em mais uma tentativa para acabar com a greve, que já dura 68 dias. A primeira reunião com o MPE, no último dia 10, terminou sem acordo.

"Não vamos ficar surpresos se o governo não apresentar nenhuma proposta digna, que é o que ele já vem fazendo desde fevereiro, quando começamos a negociar", afirmou o coordenador de comunicação do Sind-UTE, Paulo Fonseca.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convocou os professores de escolas públicas de todo o país para uma paralisação hoje. Em pelo menos 11 Estados, os sindicatos locais vão fazer assembleias e outras mobilizações.

No último dia 9, a SEE determinou a contratação de 3.000 professores substitutos para as turmas do 3º ano, que se preparam para os vestibulares. Apenas 356 profissionais foram contratados. Caso seja feito um acordo na reunião de hoje, a seleção será suspensa e os contratados devem ficar até o fim do ano.

Segundo dados da SEE, do total de 3.777 escolas em Minas, 80 estão totalmente paradas e 671 estão com as atividades parcialmente paralisadas. Já o Sind-UTE informa que 50% das escolas continuam sem atividades.

Impasse. A categoria pede a adoção do piso salarial de R$ 1.597 para uma jornada de 40 horas semanais. O governo afirma que, com a criação do regime de subsídio, em janeiro, o menor salário pago em Minas é de R$ 1.122 para jornada de 24 horas semanais. Na reunião de hoje, a SEE vai revelar quantos professores recusaram o regime de subsídio.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

RESULTADO DA REUNIÃO: SINDUTE- MG, MINISTÉRIO PÚBLICO E SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DE MG:


Agendada nova reunião entre o Mistério Público Estadual, Sind-UTE/MG e Governo

Na reunião de hoje (10.8) ficou acertado que o Governo Mineiro irá apresentar, na próxima terça-feira (16.8), às 10h, na sede do Ministério Público Estadual (MPE), à Av. Álvares Cabral, 1.690, em nova rodada de negociação, os números de quantos trabalhadores retornaram à remuneração de vencimento básico e quantos permaneceram no subsídio. O prazo limite para esta definição foi hoje, dia 10 de agosto, em todo Estado.
Na ocasião, o governo reafirmou sua intenção de investir no subsídio como forma de remuneração. O Sind-UTE/MG também reafirmou a necessidade de discutir o Piso Salarial no vencimento básico, por entender que é a aplicação correta da Lei Federal 11.738/08 e que trará a valorização para toda a categoria.
“Este resultado é fundamental para os trabalhadores na negociação junto ao Governo de Minas, pois irá mostrar a realidade e a opção feita pela categoria. As secretárias consultarão o Governador sobre a possibilidade de apresentar a tabela do Piso Salarial no vencimento básico e também o cálculo de impacto financeiro dessa proposta na reunião que será realizada na sede do MPE, no próximo dia 16”, informou a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, ao final da rodada de negociação, que durou mais de três horas. O Sind-UTE/MG apresentou ainda a sua discordância de contratação para o 3º ano do Ensino Médio e informou ao MPE de que o Estado contratará pessoas sem formação para substituir a categoria em greve.
Participaram da reunião a coordenadora da Promotoria Estadual de Defesa da Educação do MPE, Maria Elmira Dick, o procurador-geral de Justiça Adjunto, Geraldo Vasques, além de diretores do Sind-UTE/MG e as secretárias de Estado da Educação, Ana Lúcia Gazolla e a de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena.
A greve foi deflagrada em 08 de junho último e, desde então, a categoria intensifica esforços na tentativa de abrir negociação com o governo do Estado, que se nega a implantar a Lei 11.738/08, que institui o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). Em assembleia ocorrida nessa terça-feira (9.8), mais de sete mil trabalhadores em educação, coordenados pelo Sind-UTE/MG decidiram pela continuidade da greve da rede estadual.
FONTE: SITE SINDUTE-MG

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Servidores da educação de MG decidem Manter a greve!



Professores estão em greve há mais de 60 dias.
Categoria reivindica piso salarial de R$ 1.597, para 24 horas semanais.

Os servidores da rede estadual de educação de Minas Gerais se reuniram, na tarde desta terça-feira (9), decidiu manter a greve por tempo indeterminado. Os professores entraram em greve há mais de 60 dias, no dia 8 de junho. A paralisação resultou de um desacordo entre a categoria e o governo do estado, que divergem quanto à forma de remuneração e o valor do piso salarial. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), sete mil pessoas participaram do encontro.
Ainda segundo o Sind-UTE/MG, a assembleia da categoria debateu a remuneração proposta pelo governo, que prevê para os profissionais com nível médio de escolaridade um salário de R$ 1.122 em parcela única. O valor é referente a uma carga horária de 24 horas semanais e, de acordo com a Secretaria de Estado de Educação, é proporcional à tava de vencimento básico definida pelo Ministério da Educação (MEC). O órgão fixou o piso salarial nacional em R$ 1.187,97 para jornada de 40 horas semanais.
No dia 6 de abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a lei que criou o piso nacional de salário do professor, fixado em R$ 1.187,97 para este ano. A decisão considerou como piso a remuneração básica, sem acréscimos pagos de forma diversa pelos estados. O Sind-UTE alega que o cálculo do MEC está defasado.
O sindicato da categoria reivindica um piso salarial de R$ 1.597,87 para jornada de 24 horas e Ensino Médio de escolaridade. O valor defendido pelo Sind-UTE/MG segue cálculo feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação.
Paralisação  A greve dos professores completou 62 dias, nesta terça-feira (9), sendo que, destes, 34 correspondem a dias letivos, que vão precisar de reposição das aulas. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, a paralisação atinge 18% das 3.777 escolas públicas estaduais: 2% estão totalmente paradas e outros 16% em paralisação parcial. Para o Sind-UTE/MG, a adesão é maior e atinge 50% das escolas.

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Estudantes protestam contra greve de professores na avenida Afonso Pena


08/08/2011 13h35

Estudantes do Instituto de Educação de Minas Gerais (Iemg) fizeram uma passeata na avenida Afonso Pena, próximo ao Palácio das Artes, nesta segunda-feira (8) e deixaram o trânsito lento no local.
Revoltados e se sentido prejudicados com a greve dos professores da rede estadual, os estudantes pediram o retorno das aulas. A passeata durou aproximadamente duas horas.
Segundo a BHTrans, apesar da lentidão registrada por causa do ocorrido, às 15h o trânsito fluía normalmente no centro de Belo Horizonte.
Há dois meses em greve, professores decidiram que ficarão de braços cruzados por tempo indeterminado, em resposta ao governo de Minas, que decidiu não acatar todas as reivindicações da categoria. O prazo dado pelo governo para que professores aceitem as medidas que podem ser oferecidas termina nesta quarta-feira (10).

Matéria atualizada às 15h10

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sábado, 6 de agosto de 2011

OS PAIS ESTÃO COMEÇANDO A SE MOBILIZAR...MAS EU ACHO QUE TARDE DEMAIS!


A Federação das Associações de Pais e Alunos de Escolas Públicas de Minas Gerais entrou com um pedido no Ministério Público Estadual (MPE) para suspensão imediata da greve dos professores da rede estadual. A paralisação chegou ontem ao seu 58º dia.

O presidente da federação, Mário de Assis, disse que o movimento já passou dos limites toleráveis. "Os alunos já estão há quase dois meses sem aula e muitos não têm onde ficar e o que comer, pois dependem das merendas". A Promotoria da Infância e Juventude vai se reunir na próxima semana para avaliar o que será feito.


Protesto. Cerca de 50 professores fizeram ontem uma passeata na avenida Vilarinho, em Venda Nova. Com cofrinhos, eles pararam na porta de um banco e pediram dinheiro às pessoas para os trabalhadores que tiveram o ponto de junho cortado. A Secretaria de Estado da Educação (SEE) informou que está analisando formas de minimizar os impactos da greve. 


Fonte: Jornal O Tempo


Comentário do Blog: Agora eles estão vendo que nós professores somos importantes! Mesmo que o Ministério Público obrigue nos Professores a voltarmos, eles não terão os professores que querem, pois iremos trabalhar pelo valor que nos pagam e pronto!
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Professores mantêm greve iniciada no dia 8 de junho


A categoria reivindica a adoção do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) para os professores de nível médio e jornada de 24 horas semanais


LUCAS PRATES
Professores
Após a assembleia os professores seguiram em passeata até o Centro da cidade

Os professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais decidiram manter a greve iniciada no dia 8 de junho. A categoria fez assembleia nesta quarta-feira (3) no pátio da Assembleia Legislativa, no Bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, de onde saíram em passeata até o Centro da cidade. Após ocupar as escadarias da Igreja São José, interditaram a Avenida Afonso Pena os dois sentidos. A próxima assembleia acontece às 14 horas da terça-feira (9), também na AL.
Segundo a coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, a categoria reivindica a adoção do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) para os professores de nível médio e jornada de 24 horas semanais. "Quem não reagiria a um vencimento básico de R$ 369 pra nível médio de escolaridade, como é aqui em Minas?", perguntou, indignada.

A Secretaria de Estado da Educação (SEE) informou, por meio de nota, que o piso salarial pago aos profissionais da Educação em Minas Gerais é superior ao estabelecido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). "Considerando-se a regra da proporcionalidade para a jornada de trabalho, o valor pago pelo Governo de Minas aos professores com nível médio de formação é 57,55% superior ao valor estabelecido pelo piso nacional, respeitando, assim, a lei do piso".
Piso

O PSPN foi instituído em 16 de julho de 2008 e estabelece o vencimento básico de R$ 1.187 para uma jornada de 40 horas semanais para professores com formação em nível médio.

Em Minas, a jornada de trabalho dos profissionais é de 24 horas. A Secretaria de Estado da Educação informou que "a menor remuneração paga a um professor de nível médio de escolaridade é de R$ 1.122,00 para uma jornada de 24 horas semanais de trabalho".
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